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Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira
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Exercícios
Pré- Modernismo ao Pós-Modernismo

EXERCÍCIOS:  PRÉ-MODERNISMO AO PÓS-MODERNISMO

1. (FCC-BA) Obra pré-modemista eivada de informações históricas e científicas, primeira grande interpretação da realidade brasileira, que, buscando compreender o meio áspero em que vivia o jagunço nordestino, denunciava uma campanha militar que investia contra o fanatismo religioso advindo da miséria e do abandono do homem do sertão. Trata-se de:
a) O Sertanejo, de José de Alencar.
b) Pelo Sertão, de Afonso Arinos.
c) Os Sertões, de Euclides da Cunha.
d) Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
e) Sertão, de Coelho Neto.

2. O autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma é um pré-modernista e aborda em seus romances a vida simples dos pobres e dos mestiços.  Reveste seu texto com a linguagem descontraída dos menos privilegiados socialmente.
O autor descrito acima é:
a) Euclides da Cunha
b) Graça Aranha
c) Manuel Bandeira
d) Lima Barreto
e) Graciliano Ramos

3. Crítico feroz do Modernismo, grande incentivador da disseminação da cultura, defensor dos valores e riquezas nacionais; conhecido, particularmente, pela sua grande obra infantil, em que se destacam os personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
O nome do autor a que se refere a alternativa acima é:
a) Lima Barreto
b) José Lins do Rego
c) Monteiro Lobato
d) Mário de Andrade
e) Cassiano Ricardo

4. Obra que opõe a supremacia ariana e a energia do dominador sobre  o mestiço fraco à harmonia entre os povos.
a) Vidas Secas
b) Negrinha
c) Clara dos Anjos
d) Canaã
e) Malasarte

5. Assinale a alternativa em que não estejam presentes duas características do trabalho literário de Augusto dos Anjos.
a) utiliza termos científicos e é pessimista.
b) angustia-se com a decomposição da carne e fala na Dor.
c) causou escândalo por sua linguagem por seu vocabulário incorreto e de mau gosto.
d) faz versos com linguagem técnica da Física, Química e Biologia e acredita que as forças da matéria conduzem ao Mal e ao Nada.
e) contempla a destruição sem interferir e preocupa-se com os efeitos da Dor na sociedade.

6. (MACK)

      “D. Sebastião, Rei de Portugal”
      Louco, sim, louco, porque quis grandeza
      Qual a sorte não dá.
      Não soube em mim minha certeza;
      Por isso onde o areal está
      Ficou meu ser que houve, não o que há.

      Minha loucura, outros que me a tomem
      Com o que nela ia.
      Sem a loucura que é o homem
      Mais que besta sadia,
      Cadáver adiado que procria?

os versos acima encaixam-se  na obra de:
a) Alberto Caeiro
b) Ricardo Reis
c) Fernando Pessoa
d) Camões
e) Bocage

7. (UNICAMP) O poema “Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro", de José Paulo Paes, remete-nos ao poema x de "O guardador de rebanhos", de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).  Leia atentamente os dois poemas, transcritos a seguir, e identifique no poema de Alberto Caeiro as falas que, segundo o poema de José Paulo Paes, poderiam ser atribuídas a Pessoa e a Caeiro, respectivamente.  Justifique sua resposta.

      Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro

      [Pessoa] - a chuva me deixa triste...
      [Caeiro] - a mim me deixa molhado.

      Poema x (O guardador de rebanhos)
      “Olá, guardador de rebanhos,
      Ai à beira da estrada,
      Que te diz o vento que passa?”

      “Que é vento, e que passa,
      E que já passou antes,
      E que passará depois.
      E a ti, o que te diz?”

      “Muita cousa mais do que isso,
      Fala-me de muitas outras cousas
      De memórias e de saudades
      E de cousas que nunca foram.”

      “Nunca ouviste passar o vento.
      O vento só fala do vento.
      O que lhe ouviste foi mentira,
      E a mentira está em ti”.

8. (ABC) A alternativa que apresenta erro na correlação autor/obra/época, é:
a) Fernando Pessoa / Clépsidra / Século XX
b) Eça de Queirós / Os Maias / século XIX
c) Bocage / Sonetos / século XVIII
d) Vieira / Sermões / século XVII
e) Camões / Os Lusíadas / século XVI

Texto para as questões de 9 a 11

      O mistério de cousas, onde está ele?
      Onde está ele que não aparece.
      Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
      Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
      E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
      Sempre que olho para as cousas e penso no que
      os homens
       Pensam delas,
      Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
      Porque o único sentido oculto nas cousas
      É elas não terem sentido oculto nenhum,
      É mais estranho do que todas as estranhezas
      E do que os sonhos de todos os poetas
      E os pensamentos de todos os filósofos
      Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
      E não haja nada a compreender

      Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos;
      As cousas não têm significação: têm existência.
      As cousas são o único sentido oculto das cousas...

9. (MACK) O texto, extraído de “O Guardador de Rebanhos”, mostra a forma simples e natural de sentir e dizer de seu autor, voltado para a natureza e as coisas puras.  A leitura do texto mais as informações acima permitem que se conheça o poeta a quem os versos são creditados.
Assinale a alternativa em que se encontre o seu nome.
a) Fernando Pessoa “ele-mesmo”
b) Álvaro de Campos
c) Ricardo Reis
d) Alberto Caeiro
e) Camilo Pessanha
 
10. (MACK) o autor do texto é considerado um dos maiores fenômenos da Literatura Portuguesa, tendo sido representante e porta-voz de um grande movimento literário.
Assinale a alternativa em que se encontre o nome de tal movimento.
a) Modemisrno
b) Arcadismo
c) Simbolismo
d) Romantismo
e) Humanismo

11. (MACK) Não é característica da obra do poeta em questão:
a) A troca do “pensar”  pelas  “sensações”
b) O combate à metafísica, ao subjetivismo
c) O paganismo
d) Sofrer pela efemeridade das coisas e a fatalidade da Morte
e) A simplicidade e a ligação com a natureza

12. Assinale a alternativa correta:
a) Mário de Sá-Carneiro foi um poeta importante da Geração Presencista portuguesa
b) Os orfistas deram início ao Modernismo português, em 1915, com a publicação da revista “Orpheu", representaçãoda “Renascença Portuguesa”.
c) José Régio introduziu o Neo-Realismo em Portugal, através da obra Gaibéus em 1940
d) José Saramago escreveu O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Memorial do Convento
e) Alves Redol pertenceu à terceira geração do Modernismo português e escreveu o romance História do Cerco de Lisboa

13. Um dos nomes abaixo não pertence a heterônimos ou semi-heterônimos de Fernando Pessoa:
a) Ricardo Rei
b) Humberto de Campos
c) Alberto Caeiro
d) Bernardo Soares
e) Chevalier de Pas

14. (MACK) A respeito de Fernando Pessoa, é incorreto afirmar que:
a) Não só assimilou o passado lírico de seu povo, como refletiu em si as grandes inquietações humanas, do começo do século
b) Os heterônimos são meios de conhecer a complexidade cósmica impossível para uma só pessoa.
c) Ricardo Reis simboliza uma  forma humanística de ver o mundo através do espírito  da Antiguidade Clássica.
d) Junto com Mário de Sá-Carneiro, dirige a publicação do segundo número de “Orpheu" em 1916.
e) A Tabacaria de Alberto Caeiro, mostra seu desejo de deixar o grande centro em busca da simplicidade do campo.

15. (FUVEST) Participaram da primeira geração do movimento modernista português:
a) Eugênio de Castro - Mário de Sá-Carneiro - João de Deus
b) Camilo Pessanha - Antônio Nobre - Guerra Junqueiro
c) Antero de Quental - Fernando Pessoa - Cesário Verde
d) Fernando, Pessoa - Mário de Sá-Carneiro - Almada Negreiros
e) Almada Negreiros - Eugênio de Castro - Fernando Pessoa.

16. (FUVEST) Leia atentamente o texto:

      “Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
       (Embora a manhã já estivesse avançada).
       Chovia.
       Chovia uma triste chuva de resignação
       Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.

       Então me levantei,
       Bebi o café que eu mesmo preparei.
       Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
       -- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.”

    (Manuel Bandeira, “Poema só para Jaime Ovalle”.)

Transcreva o verso que sugere a solidão do poeta.

Leia atentamente os textos seguintes para responder às questões 17, 18 e 19.

                  TEXTO A

      “Oh que saudades que eu tenho
      Da aurora de minha vida
      Das horas
      De minha infância
      Que os anos não trazem mais
      Naquele quintal de terra
      Da Rua de Santo Antônio
      Debaixo da bananeira
      Sem nenhum laranjais...”

 
17. (FUVEST)  Em que “escola literária” ou estilo de época você situaria o texto A ? Justifique a resposta com elementos do texto.

18. (FUVEST) O texto B é um fragmento de conhecido poema do Romantismo brasileiro. Por que esse poema é classificado como romântico?
 
19. (FUVEST) Estão presentes no texto B todas as  características do Romantismo?  Justifique a resposta.

20. (FIUBE-MG) A poesia modernista, sobretudo a da primeira fase (1922-1928):
a) utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo que apreenda estados de espírito subjetivos e indefiníveis.
b) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que norteavam a linguagem parnasiano-simbolista.
c) incentiva a pesquisa formal com base nas conquistas parnasianas, a ela anteriores.
d) enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se na sintaxe clássica.
e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a categoria de valor literário

21. (FF-SP)

      “Longo da linha
      Coqueiros
      Aos dois
      Aos três
      Aos grupos
      Altos
      Baixos”

Sua poesia recebeu o nome de objetividade telegráfica por estar ligada à técnica de comunicação industrial e por ser eminentemente sintética.
Escreveu, também, Pau Brasil  e  Ponta de Lança. O autor do texto é:
a) Oswald de Andrade
b) Mário de Andrade
c) Raul Bopp
d) Carlos Drummond de Andrade
e) Vinícius de Moraes
 
22. (FCMSCSP)

                        3 de Maio
          Aprendi com meu filho de dez anos
         Que a poesia é a descoberta
         Das coisas que eu nunca vi.
                                                         (Oswald de Andrade)

As cinco alternativas apresentam afirmações extraídas do Manifesto da Poesia Pau-Brasil: assinale a que está relacionada com o poema “3 de Maio”.
a) “Só não se inventou uma máquina de fazer versos  -  já havia o poeta parnasiano.”
b) “... contra a morbidez romântica  -  pelo equilíbrio geômetro e pelo acabamento técnico.”
c) “Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com os olhos livres.”
d) “A poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira com os passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas ...”
e) “Temos a base dupla e presente  -  a floresta e a escola.”

23. (UFRGS) Associe as obras aos autores.
          1. Mário de Andrade
          2. Oswald de Andrade
(   ) Serafim Ponte Grande
(   ) Amar, verbo intransitivo
(   ) Paulicéia Desvairada
(   ) A escrava que não é Isaura
(   ) Memórias sentimentais de João Miramar.

A relação numérica, de cima para baixo, que estabelece seqüência de associações corretas, é:
a) 1-2-2-1-1
b) 2-1-1-1-2
c) 2-2-1-2-1
d) 1-1-2-2-1
e) 2-1-2-1-2

24. (PUC-RS) A Semana de Arte Moderna, realizada em ______, ______,  marca _______ do Modernismo no Brasil.
a) 19 l 7 - em São Paulo / o advento
b) 1920 - em São Paulo / a preparação
c) 1921 - no Rio de Janeiro / a consagração
d) 1922 - no Rio de Janeiro / o início
e) 1922 - em São Paulo / a oficialização

25. (UFRGS) Considere as afirmações sobre o seguinte poema de Mário de Andrade:

      "Eu sou feliz porque a Terra é uma bola.
      A bola gira,
      Gira o universo,
      Giro também,
      Sou Gira,
      Sou Louco,
      Sou Oco.
      Sou homem!...
      Sou tudo o que vocês quiserem,
      Mas que sou eu?"

I - O uso do verso livre e a exploração do espaço gráfico são marcas evidentes da modernidade do poema; a constituição das rimas, no entanto, revela uma forte influência romântica.
II - O poeta se expressa no poema como um homem que se reconhece múltiplo e que está à procura de uma idoneidade.
III - Palavras como “Gira" (verso 5) e “Louco”  (verso 6) podem sugerir a idéia de que o poeta se vê marginalizado no mundo em que vive.

Quais são corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas II e III
e) I, II, III.
 
26. (UFRGS) Considere as seguintes afirmações:
I - Na trilogia inicial do “Ciclo da Cana de Açúcar" de José Lins do Rego, o personagem-narrador através do caráter nostálgico de suas reminiscências, manifesta o mal-estar gerado pela decadência social; Posteriormente, em Fogo Morto, o autor transcende essa visão do mundo criando expressões maduras dos conflitos humanos.
II - Em São Jorge dos Ilhéus e Capitães de Areia, Jorge Amado faz predominar as características culturais do povo baiano, com a descrição de rituais afro-brasileiros, danças e festas populares.
III - Em Incidentes em Antares e O Senhor Embaixador, romances de cunho político, Érico Veríssimo faz uma reflexão sobre a realidade brasileira e latino americana, respectivamente, e revela uma visão de mundo norteada pela crítica aos regimes totalitários.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II
d) Apenas I e III
e) I, II, III.

27. (PONTA GROSSA-PR) Um grande escritor brasileiro, realiza uma obra de ficção, que é , modernamente, um depoimento sociológico e econômico da região latifundiária  do nordeste: a Zona da Mata e da Lavoura açucareira. Trata-se de:
a) Érico Veríssimo.
b) Graciliano Ramos.
c) Marques Rebelo.
d) José Lins do Rego.
e) n. d. a.

28. (F.CARLOS CHAGAS) Em A Bagaceira, de José Américo de Almeida, notam-se uma atitude reivindicatória, em face do meio hostil e decadente que descreve, e a adequação da linguagem ao assunto tratado. Essas serão, posteriormente, características marcantes:
a) do romance regionalista da década de 30.
b) do romance psicológico, desenvolvido por Lygia Fagundes Telles e Ciro dos Anjos.
c) Da prosa coloquial e regional dos contos de Antônio de Alcântara Machado.
d) Do moderno teatro brasileiro, realizado por Oswald de Andrade e Nélson Rodrigues.
e) Da poesia concreta, que busca descobrir a linguagem literária, mais adequada à descrição da realidade brasileira.

29. (F.CARLOS CHAGAS) Relacionando o período literário que se inicia em 1928 ao período imediatamente anterior, podemos dizer que:
a) a década de 30 é continuação natural do; movimento de 22, acrescentando-lhe o tom anárquico e a atitude aventureira.
b) O segundo momento abandonou a atitude destruidora, buscando uma recomposição de valores e a configuração de nova ordem estética.
c) A década de 20 representa uma desagregação das idéias e dos temas tradicionais; a de 30 destrói as formas ortodoxas da expressão.
d) As propostas literárias da década de 20 só se veriam postas em prática no decênio seguinte.
e) O segundo momento do modernismo  assumiu como armas de combate o deboche, a piada, o escândalo e a agitação.

30. (OSEC-SP) Suas obras traduzem a opressão que o meio natural e as estruturas sociais exercem sobre o homem, apresentando a mais alta tensão entre o eu e o social. Luís da Silva torna-se um assassino, Fabiano, um retirante e Paulo Honório, totalmente desprovido de sensibilidade.
A afirmação acima refere-se à obra de:
a) Machado de Assis.
b) Lima Barreto.
c) José Lins do Rego.
d) Graciliano Ramos
e) Jorge Amado.

31. (UFRGS) A década de 30, no Brasil, foi um momento de tomada de consciência, da realidade nacional.  Na literatura, os mais graves problemas sociais foram retratados objetiva e criticamente por escritores nordestinos; nas artes plásticas, depois das grandes mudanças da década de 20, também a realidade passou a ser tema freqüente. Assinale a alternativa que apresenta um escritor e um pintor, respectivamente, que abordem essa temática.
a) Érico Veríssimo e Heitor dos Prazeres.
b) Graciliano Ramos e Cândido Portinari.
c) Raquel de Queirós e Anita Malfatti.
d) José Américo de Almeida e lberê Camargo.
e) Dyonélio Machado e Cícero Dias.
 
32. (PUC-RS)

    “Minhas mãos ainda estão molhadas
    Do azul das ondas entre abertas
    E a cor que escorre dos meus dedos
    Colore as areias desertas.”

A estrofe revela um dos tópicos dominantes da poesia de Cecília Meireles, que é a percepção... do mundo.
a) sentimental
b) racional
c) emotiva
d) sensorial
e) onírica

33. (FME-PR) Indique o autor cujo nascimento literário foi anunciado  por um “Anjo torto" que lhe determinou “ser gauche na vida ", sempre encontrar “uma pedra no meio do caminho", que o faz perguntar-se: "E agora José?"
a) Manuel Bandeira
b) Oswald de Andrade
c) João Cabral de Mello Neto
d) Carlos Drummond de Andrade
e) Vinícius de Moraes.

34. (PUC-RS) São obras de Carlos Drummond de Andrade, exceto:
a) A Rosa do Povo, Sentimento do Mundo.
b) Lição de coisas, Claro Enigma.
c) Morte e Vida Severina, Libertinagem.
d) Boitempo, Menino Antigo.
e) Corpo, Amar se aprende amando.

35. (PUC-RS)

      “Então desanimamos.  Adeus, tudo!
      A mala pronta, o corpo desprendido,
      resta a alegria de estar só e mudo."

Os versos acima demonstram um dos traços marcantes da poesia de Carlos Drummond de Andrade, que é o:
a) misticismo.
b) euforismo.
c) desencanto.
d) radicalismo.
e) egocentrismo.

36.

      “O lápis, o esquadro, o papel;
      O desenho, o projeto, o número:
      O engenheiro pensa o mundo justo.
      Mundo que nem um véu encobre.”

Esse fragmento foi retirado de um poema escrito pelo poeta mais destacado do Pós-Modernismo brasileiro.
São características suas:
a) utilização de figuras e respeito formal.
b) vocabulário rebuscado e uso de antíteses.
c) economia vocabular e linguagem seca e objetiva.
d) uso das aliterações e musicalidade.
e) utilização do soneto e volta aos valores clássicos.

37. (UM-SP) Este “alto de natal pernambucano, longo poema equilibrado entre rigor formal e temática, conta o roteiro de um homem do Agreste que vai em demanda do litoral e topa em cada parada com a morte, presença anônima e coletiva até que no último pouso lhe chega a nova do nascimento de um menino, signo de que algo resiste à constante negação da existência” (Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, p.526); trata-se de:
a) Pai João.
b) Evocação do Recife.
c) Brasil-menino.
d) Morte e Vida Severina.
e) n. d. a.

38. (PUC-RS)  A partir do livro de estréia ____ uma das características do estilo de Clarice Lispector é a adjetivação ____ .
a) O lustre - pictórica
b) A maçã no escuro / preciosa
c) A Cidade sitiada / coloquial
d) Perto do Coração Selvagem / surpreendente
e) A legião estrangeira / popular

39. (UFRGS) o romance de Clarice Lispector:
a) Filia-se à ficção romântica do século XIX, ao criar heroínas idealizadas e mitificar a figura da mulher.
b) Define-se como literatura feminista por excelência, ao propor uma visão da mulher oprimida num universo masculino.
c) Prende-se à crítica de costumes, ao analisar com grande senso de humor um sociedade urbana em transformação.
d) Explora até as últimas conseqüências, utilizando embora a temática urbana, a linha do romance neonaturalista da geração de 30.
e) Renova, define e intensifica a tendência introspectiva de determinada corrente de ficção da segunda geração Moderna.

40. (UNIP) Sobre Guimarães  Rosa podemos afirmar que:
a) Foi autor regionalista, seguindo a linha do regionalismo romântico.
b) Inovou sobretudo nos temas, explorando tipos inéditos.
c) Escreveu obra política de contestação à sociedade de consumo.
d) Sua obra se revela intimista com raízes surrealistas.
e) Inovou sobretudo o aspecto lingüístico, revelando o trabalho criativo na exploração do potencial da língua.

41.
I  - Como narrador e protagonista dos eventos relatados, Riobaldo é a personagem central de: “Grande Sertão Veredas”, que é, por recorrência a história de sua própria vida.
II - Os colegas de Sérgio, personagem central  em torno do  qual gira o mundo do Ateneu, apresentam-se essencialmente como tipos: Rebelo, por exemplo, é o aluno modelo para o qual todos os demais são inferiores e sem importância; Franco é a vítima, o mártir, Sanches é o sedutor.
III - Paradoxal, virulento e pessimista, Raul Bop, na maioria de seus poemas, o cantor da “carne em putrefação”.

a) Todas estão corretas.
b) Somente I está correta.
c) Todas estão incorretas.
d) Somente I e II estão corretas.
e) Somente I e III estão corretas.

42. (FUVEST) Fazendo um paralelo entre Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pode-se afirmar:
a) Em ambas as obras predomina o espírito científico, sendo analisados aspectos da realidade brasileira.
b) Ambas têm por cenário o sertão do Brasil setentrional, sendo numerosas as referências à flora e à fauna.
c) Ambas as obras, criações de autores dotados de gênio, muito enriqueceram nossa literatura regional de ficção.
d) Ambas têm como principal objetivo denunciar nosso subdesenvolvimento, revelando a miséria física e moral do homem do sertão.
e) Tendo cada uma suas peculiaridades estilísticas, são ambas produto de intensa  elaboração de linguagem.

43. (FESP-PE) Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.

       I -    Clarice Lispector
       II -   Osman Lins
       III -  Cecília Meireles
       IV -  Raquel de Queirós
       V -   Érico Veríssimo

(  ) Painel épico da formação da civilização gaúcha. O Tempo e o Vento é um clássico que consagrou o nome do seu autor 
      como um dos grandes romancistas brasileiros.
(   ) Escreveu o Romanceiro da Inconfidência “sua linguagem é simples e acessível"; preocupa-se com o tempo, com a solidão 
      e o sentimento.
(   ) O romance A Rainha dos cárceres da Grécia demonstra que o seu autor tendeu tanto para a ficção como para o ensaio.
(   ) A paixão segundo GH analisa um figura profundamente interessada na sua inter-relação com o cosmo.
(  ) Chico Bento, dona lnácia, Cordulina são personagens de um dos seus conhecidos romances, e que figura na literatura 
      brasileira regionalista como um  dos mais lidos.

A seqüência obtida é:
a) III, I, IV, V, II
b) I, V, II, IV, III
c) V, III, II, I, IV
d) II, I, IV, II, V
e) IV, II, V, III, I

44. (UFMG) Sobre o adjetivo severina da expressão Morte e Vida Severina que intitula a peça de João Cabral de Mello Neto, todas as afirmativas estão certas, exceto:
a) Refere-se aos migrantes nordestinos que, revoltados lutam contra o sistema latifundiário que oprime o camponês.
b) Pode ser sinônimo de vida árida, estéril, carente de bens materiais e de afetividade.
c) Designa a vida e a morte dos retirantes que a seca escorraça no sertão e o latifúndio escorraça da terra.
d) Qualifica a existência negada, a vida daqueles seres marginalizados determinada pela morte.
e) Dá nome à vida de homens anônimos, que se repetem física e espiritualmente, sem condições concretas de mudança.

45. (STA. CASA) Transcreve-se um poema de José Lino Grünewald:

                Forma
            Reforma
            Disforma
        Transforma
           Conforma
             Informa
               Forma

Este é um poema escrito dentro dos princípios do Concretismo, movimento poético brasileiro da década de 50, neste século XX.
Escrevemos a seguir, que no Concretismo:
I -   A poesia não fica apenas no âmbito do consumo auditivo.
II -  À noção de poesia incorpora um novo elemento: o visual.
III - O apelo à comunicação não-verbal exerce papel fundamental.

Escreveu-se corretamente em:
a) I e II apenas
b) I e III apenas
c) II e III apenas
d) I, II e III
e) nenhuma das frases

 


Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:25
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