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Panorama da Música Renascentista | Música Vocal Profana | Música Instrumental Renascentista | Característica/Linha do Tempo | Século XV e XVI | Músicas Mp3 e Midi | |
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O SÉCULO XVI COMO PERÍODO DE TRANSIÇÃO Estamos em plena Renascença. Novos países entram em cena, como por exemplo, a Itália, a Inglaterra, Espanha, Alemanha e Portugal criando um panorama incomparavelmente mais complexo do que nos séculos anteriores. Surge neste período uma música instrumental pura, cada vez mais diversificada quanto às formas e quanto à natureza dos instrumentos. Criam-se novos instrumentos, formam-se famílias à semelhança dos conjuntos vocais e surgem composições para alaúde, cravo e mais para o final do século XVI, conjuntos instrumentais vários. Na primeira metade do século XVI, os compositores sacros mais importantes foram Gombert, Clemens non Papa e Willaert, todos nascidos nos Países Baixos ( escola flamenga ). Em Roma, por outro lado, os Papas Leão X, Clemente VII e Paulo III protegeram de tal forma a música que a capital da cristandade se transformou num dos principais centros musicais. Em diversas igrejas formaram-se coros que cultivavam a música sacra polifônica: São Pedro, São João do Latrão, inclusive a capela papal. Os compositores de maior importância foram FESTA, italiano que se destacou na criação de madrigais; ARCADELT, dos Países Baixos e CRISTÓBAL MORALES, espanhol que atuou em Roma como cantor da capela papal sob Paulo III, mais ou menos de 1535 a 1545. É importante citar além do moteto da primeira metade do século XVI, na Itália, observarmos a "chanson" francesa e o desenvolvimento do madrigal. A partir da segunda metade do século XVI entraremos na obra do maior compositor italiano, Palestrina. Precisamos citar também Luca Marenzio , Giovanni Maria Nanino, Gastoldi, Andrea e Giovanni Gabrieli. Na França e nos Países Baixos temos Claude Goudimel, com uma produção valiosa de chansons. De sua música sacra a que mais se destaca é a destinada ao culto protestante. Nesse tempo as canções monódicas, as únicas pemitidas por Calvino, eram cantadas nas igrejas católicas e protestantes, até que foram proibidas nas primeiras. Goudimel aproveitou em seus motetos melodias destas canções sacras. Temos ainda Claude Le Jeune, compositor de harmonizações simples das melodias dos calvinistas e que rivalizam com as de Goudimel. Porém o mais importante foi Orlando de Lasso ao lado de Willaert, Palestrina, dos Gabrieli e de Byrd. Sua produção é enorme compreendendo cerca de 1250 obras. Entre elas figuram chansons, madrigais, vilanelas, missas, motetos. Na Espanha , a música renascentista também conquista seu lugar de destaque com compositores como Cristóbal Morales, Francisco Guerrero, Tomás Luis de Victoria, sendo este último considerado o maior vulto da escola romana depois de Palestrina. Na música espanhola, a sua obra representa o ponto culminante. Estilísticamente, encontra-se na linha de Palestrina. Os motetos de Victoria mostram traços de influência do madrigal pelo realismo na expressão musical do texto. Utiliza com mais frequência do que Palestrina, a homofonia. Um de seus aspectos mais importantes é o caráter místico. A Inglaterra teve seu expoente máximo na primeira metade do século XV com Dunstable. A partir do reinado da rainha Elizabeth ( 1558 - 1603 ), surgem novos compositores como Robert Fayr - fax, John Taverner, ThomasTallis e Christopher Tye, nascidos por volta de 1500. Thomas Tallis é considerado o mais importante entre os compositores da época elisabethiana e mais velhos do que William Byrd. Thomas Morley, o famoso discípulo de Byrd tornou-se importante por sua obra vocal profana. Uma de suas peças figurou nos dramas de Shakespeare. Thomas Weelkes é considerado maior ainda que Morley, no campo do madrigal. John Dowland foi um importante compositor de canções acompanhadas de alaúde. Orlando Gibbons foi importante tanto na música vocal sacra quanto na profana. É considerado o último dos grandes elisabethianos e já apresenta caracterítiscas barrocas. A música alemã ocupa um lugar secundário durante os séculos XIII, XIV e XV. É no século que nascem os primeiros compositores: Paul Hofhaimer, Heinrich Finck, Isaak. A produção da música sacra alemã é conservadora e ocupa, no cenário internacional, uma posição secundária. A reforma de Lutero produziu efeitos notáveis e duradouros, mas não imediatos. A partir das famosas 95 teses afixadas em 1517, na igreja de Wittenberg, começaram a surgir mudanças no culto e na produção musical. A primeira obra contendo obras para o culto luterano é de autoria de Johann Walter ( 1524 ) e intitula-se "Geystliche Gesangk Buchleyn ". Suas obras são escritas para 3 a 5 vozes, onde as imitações são escassas, são homofônicas, com corte bem claros e cadência em tônica. A função harmônica do baixo é bem audível. Ao contrário dos futuros corais de Bach, o CANTUS FIRMUS encontra-se aqui no ternor. Os textos são em geral de Lutero. Dois grandes nomes podem ser citados na música alemã neste período. São eles Han Leo Hassler e Ludwig Senfl. A obra de Hassler é bem renascentista, embora uma certa parte deva ser classificada de pré-barroca. Deixou obras sacras, mas também compôs música profana. |
| Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:25 ©1999 Colégio Rainha da Paz. Todos os direitos reservados. |