Projetos (Música/História da Música/Música Renascentista - Música Sacra)
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Panorama da Música Renascentista | Música Vocal Profana | Música Instrumental Renascentista   Característica/Linha do Tempo | Século XV e XVI Músicas Mp3 e Midi |


MÚSICA SACRA

O período da Renascença se caracteriza pelo enorme interesse pelo saber e pela cultura e muitas ideais dos antigos gregos e romanos. Foi também uma época de grandes descobertas e explorações, com notáveis avanços na ciência e na astronomia. Este novo homem não aceita mais os fatos por sua aparência, nem tem mais a visão teocêntrica do homem da Idade Média. Ele passou a observar, a questionar e começou a deduzir coisas por conta própria.

Foi na Renascença que os compositores começaram a ter um interesse mais forte pela música profana e passou a escrever peças somente para instrumentos, não mais usados com a finalidade exclusiva de acompanhar vozes como no período anterior. Porém, as grandes obras que nos restaram foram feitos para a Igreja, num estilo descrito como "POLIFONIA CORAL " - música contrapontística para um ou mais coros. Quando a música é somente vocal é chamada A CAPELLA.

As principais formas de música sacra continuaram sendo a MISSA e o MOTETO, escritos no mínimo para quatro vozes, baseada ainda em modos. Muitas técnicas medievais foram esquecidas, mas até 1550, as missas e motetos ainda tinham um CANTUS FIRMUS . Mas, em vez de um cantochão servindo de base melódica, os compositores passaram a usar canções populares.

Uma das diferenças entre os estilos medieval e renascentista é a tessitura musical. Enquanto o músico do Idade Média sobrepõe linhas melódicas distintas, o renascentista procura trabalhar com as linhas criando uma malha polifônica contínua. Para isso , o músico renascentista usava do recurso da IMITAÇÃO, criando um trecho melódico que uma vez apresentado por uma voz, aparece em seguida em outras vozes. Neste período também surge o início da HARMONIA, com os compositores cada vez mais conscientes da verticalidade e simultâneidade dos sons.

PAÍSES BAIXOS E ITÁLIA:

Apesar da Itália e da Inglaterra serem considerados os centros musicais mais importantes da Europa, foram os compositores dos Países Baixos que assumiram a vanguarda do pensamento musical renascentista . Dentre os músicos mais importantes teremos:

1. Josquin des Près ( Holanda; 1440 - 1521 )

2. Palestrina ( Itália; 1525 - 1594 )

Midi 1. Ave Regina Coelorem - coral 4 vozes

Midi 2. Adoramus te - coral 4 vozes

3. William Byrd ( Inglaterra ) e Victoria ( Espanha)

Midi 1. Popule meus - duplo coro - Victoria

CORAIS ALEMÃES:

Na Alemanha do século XVI, surge Lutero com suas novas idéias liderando a Igreja Protestante. Cria-se a tradição de compor hinos para serem cantados em alemão por toda a congregação, no lugar dos corais cantados em latim. Podiam ser músicas recentemente compostas sacras ou populares, como podiam ser originários de cantochãos.

MÚSICA SACRA NA INGLATERRA:

Além de motetos e missas, os compositores elisabetanos também escreveram hinos para serem cantados por coros durante os cultos das igrejas protestantes. O hino é contato em inglês e não em latim como nos motetos.

Há duas espécies de hinos: o hino completo ( full anthem ), cantado pelo coro do começo ao fim, sem acompanhamento instrumental; e o hino com acompanhamento em versos ( verse anthem ), com solistas , coro e órgãos ou violas.

VENEZA NO SÉCULO XVI

Na basílica de São Marcos, em Veneza, havia dois grandes órgãos e duas galerias para coro. Isso deu aos compositores a idéia de compor para dois coros distintos. Essas composições policorais permitiam um diálogo entre os coros ( contraponto imitativo ). Eles gostavam também de colocar diversos instrumentos acompanhantes. Um exemplo impressionante são as peças de Giovanni Gabrieli, escrita para três ou mais grupos ao mesmo tempo.Estes efeitos antifônicos ouvidos na música policoral são o que hoje chamamos de sons estereofônicos, passando de um lado para outro, com diversos tipos de contrastes e variações, tais como: variações de registro ( sons altos e baixos ), de dinâmica ( sons fortes e fracos ), de tessitura ( solos vocais ou instrumentais contra diversos músicos ), de timbre ( timbres brilhantes e timbres sombrios ).


Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:25
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