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Panorama da Música Renascentista | Música Vocal Profana | Música Instrumental Renascentista | Característica/Linha do Tempo | Século XV e XVI | Músicas Mp3 e Midi | |
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MÚSICA INSTRUMENTAL
Nesta ilustração do século XVI, cinco cantores são acompanhados por flauta, corneta, sacabuxa, viola alaúde e virginais Até o começo do século XVI, os instrumentos eram considerados muito menos importantes do que as vozes. Eram usados nas danças, acompanhando o canto, porém simplesmente duplicando as vozes dos cantores ou substituindo na falta de um deles. Porém, durante o século XVI, os músicos começaram a escrever somente para grupos instrumentais. Os instrumentos se dividiam em dois grupos: os instrumentos bas ( baixo ou suave ), para uso doméstico, e os haut ( alto ), para serem tocados em igrejas, grandes salões ou céu aberto. Alguns instrumentos, como as charamelas, as flautas e alguns ripos de cornetos medievais, continuavam populares. Outros, como o alaúde, foram modificados e outros foram inventados. 1. Alaúde: O braço do alaúde foi entortado para trás, as cordas passaram a ser afinadas em pares uníssonos e o instrumento recebeu trastes, filetes de metal, tal como a guitarra. 2. Violas: Tinham tampo abaulado e fundo chato; seis cordas passando por um braço dotado de pontos; as violas eram mais tocadas na posição vertical, à frente do executante. 3. Cromorne: Instrumento de madeira, com pequeno tampão encobrindo uma palheta dupla, produzia um som suave, mas agudo. 4. Cervelato: Instrumento de palheta dupla e sons graves; tinha um tubo comprido, enroscado dentro de um cilindro medindo 30 centímetros aproximadamente. 5. Sacabuxa: Foi o antepassado do trombone de vara; tinha uma campana a menos bojuda e produzia som mais melodioso e cheio. 6. Trompete: seu tubo foi dobrado, fazendo voltas, ficando assim mais fácil de ser manejado. Até o século XIX, enquanto ainda não havia sido inventado o sistema de válvulas, foi instrumento de poucas notas, obtidas pela pressão dos lábios. 7. Instrumentos de percussão: incluíam o tamboril, tambor, tímpano, caixa clara, triângulo e címbalo. Muitos instrumentos como flautas, violas, charamelas e cromornes, eram produzidos em famílidas- o mesmo instrumento era fabricado em diferentes tamanhos, de modo a haver, dentro de cada família, uma variedade de registros, mas em diversas afinações. Na Inglaterra, uma família de violas ou de flautas era conhecida como um CHEST, pois era esse o lugar onde se constumavam guardar tais instrumentos. Os elisabetanos designavam um grupo de instrumentos tocando em conjunto por CONSORT ( concerto ). Quando os instrumentos eram da mesma família tinha-se um WHOLE CONSORT e quando eram de famílias diferentes, um BROKEN CONSORT, já que a uniformidade dos sons fora quebrada. EXEMPLO: ouvir LAVOLTO E LA CORANTO , de Thomas Morley, exemplo de broken consort. CANZONA: Os italianos tinham preferência pela CANZONA DA SONAR ( canção para instrumentos ). Muitas foram feitas a partir de canções já existentes. RICERCAR e TOCATA: Ricercar significa procurar, descobrir. As idéias melódicas eram trabalhadas pela imitação em estilo parecido com o moteto. Mais instrumental , porém, foi a TOCATA para órgão ou cravo. Este estilo exigia muita habilidade do instrumentista. VARIAÇÕES E BAIXO OSTINATO: Havia variações sobre melodias populares como "Greensleves"e outras baseadas em OSTINATO - melodia repetida continuamento no baixo, com variações na parte de cima. FANTASIA E "IN NOMINE": A fantasia
era uma peça marcadamente contrapontística, com bastante imitação. Uma
forma especial de fantasia era o IN NOMINE, pela de cantus firmus
construída em torno do cantochão "Gloria tibi Trinitas ". Na peça
IN NOMINE for FIVE VIOLS, de William Byrd, o cantus firmus, era expresso por
notas longas, enquanto as outras partes vão se desenvolvendo em torno dele. MÚSICA ELISABETANA PARA TECLADO: Além das flautas, alaúdes e violas, havia também um instrumento de teclado como um pequeno órgão, ou um clavicórdio, cujas cordas eram batidas por diminutas cunhas de metal , ou um virginal, o mais popular dos instrumentos de teclado da época. A maioria dos compositores elisabetanos escreveu para virginal. Logo, encontraram um estilo adequado para teclado, com acordes espaçados, ornamentos, escalas corridas e passagens rápidas e virtuosísticas. As mais conhecidas são PARTHENIA, que compreende 21 composições de Byrd, Bull e Gibbons, e THE FITZWILLIAM VIRGINAL BOOK, com quase 300 peças de muitos compositores. Um bom exemplo é THE EARLE OF SALISBURY, de William Byrd, escrita em homenagem ao secretário de Estado de Elizabeth I. Um outro exemplo é THE KING'S HUNT ( A caçado do rei ) de John Bull, que além de compositor era exímio tocador de virginal. Esta é uma música pragmática ou descritiva, evocando através dos sons as cenas de caçada: barulho dos arreios, a correria dos cavalos e os toques dos instrumentos de caça. Bibliografia: Uma breve história da música; Bennett, Roy; Jorge Zahar Editor |
| Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:25 ©1999 Colégio Rainha da Paz. Todos os direitos reservados. |