Projetos (Música/História da Música/Música Popular Brasileira/Panorama atual)
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PANORAMA ATUAL E NOVAS TENDÊNCIAS

Incorformados com as guerras, os jovens criaram a partir dos anos 50 o rock'n roll; música dos brancos revoltados influenciados pela rítmica negro-americana. Em 1958 surgem os irmãos Celly e Tony Campello, os primeiros roqueiros que abrasileiraram os hits do gênero dos EUA.

Em 1960 surge Roberto Carlos e seu parceiro Erasmo Carlos, reproduzindo de forma empobrecida, a baladização do rock'n roll norte-americano, influenciados pelo grupo inglês The Beatles. Roberto declarava-se alheio à política, absolutamente individualista e alienado do momento de forte poderio e repressão militar. Com o sucesso de seu programa JOVEM GUARDA DA TV-RECORD,as vendas de discos de iê-iê-iê, os esforços conjuntos dos produtores de discos, rádio, cinema e TV, oportunamente Roberto Carlos conseguiu promoção global.

Personificando o estereótipo do ídolo de uma massa de jovens, ainda não politizada, e que veio a calhar para os objetivos do novo poder militar instaurado recentemente em 1964. A oposição da massa estudantil universitária, conscientizada e politicamente ativa precisava ser contida.

A indústria do som estimulada pelas novidades dos festivais de rock ao ar livre direcionou seus investimentos para a área do instrumental eletrônico e para os equipamentos sonoros. Os efeitos de ocupação dos meios de comunicação pelas modas musicais produzidas fora, tornaram-se mais fortes ainda após os festivais de rock feitos no Brasil, a partir de 1985. Dominado o mercado brasileiro por ritmos e estilos internacionais , aparecem o reggae e o funk da virada das décadas de 1960-70, o heavy-metal, o punk e 

o new wave dos anos 70, e, já na década de 1980, o tecno-pop, o break, o rap e o hip hop. Com exceção dos gêneros chamados sertanejos, as músicas de época, como as de Natal, São João e de Carnaval, e sambas urbanos da periferia, chamados de pagode ou eventuais explosões de um ou outro gênero de música brasileira genuína, as criações da década de 1980, principalmente durante o carnaval baiano, vem comprovar a penetração de ritmos internacionais no cenário nacional ;os ritmos caribenhos como o merengue , a salsa e o reggae, e mesmo a lambada, a dança da galinha ou do pezinho.


O tropicalismo teve papel importante, aceitando a JOVEM GUARDA na mesa de debates. Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléa e outros artistas puderam, enfim, ser admirados longe dos preconceitos da classe pensante. Influenciada pelo tropicalismo, a geração que se lançou depois incluía Fagner, Alceu Valença, Elba Ramalho, Zizi Possi, Fafá de Belém, Luiz Melodia, Suely Costa, Simone,Zé Ramalho, 

 Geraldo Azevedo, Fátima Guedes, Xangai e Elomar, entre outros.

A música instrumental, com o aval americano a nomes como Laurindo de Almeida, Bola Sete, Raul de Souza, Eumir Deodato, Donato, Sivuca, Hermeto Paschoal, Oscar Castro Neves, Egberto Gismonti, Paulinho da Costa, Cláudio Roditi, Airton Moreira, Naná Vasconcellos, Leo Gandelman, Helio Delmiro, Toninho Horta, Ivo Perelman, Dori Caymmi, Ricardo Silveira, Romero Lubambo, vem ganhando o mundo. Festivais no mundo todo apresentam músicos, instrumentistas, solistas brasileiros entre suas atrações. E foi o exterior que viabilizou carreiras como as de Wagner Tiso, Antonio Adolfo, Grupo Azimuth, Sebastião Tapajós, Marcio Montarroyos, Saul Barbosa, Cesar Camargo Mariano e Gilson Peranzetta. Infelizmente, os músicos mais internacionalmente conhecidos e aceitos não o são dentro do país. Felizes de compositores que conseguiram impor-se em regime de iniciativa privada como Djavan, Ivan Lins, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Bosco.

Novos nomes apareceram, mesclando influências e assumindo experiências das mais simbióticas. Vítimas da AIDS, Cazuza e Renato Russo mal tiveram tempo de se lançar internacionalmente, mas o repertório que deixaram tem uma longa estrada pela frente. Chico Science, revelação pernambucana, morreu em acidente. E formações como OS TITÃS, OS PARALAMAS DO SUCESSO, SKANK , além de Lulu Santos, são significativos da música jovem que se faz hoje no Brasil. Entre os novos compositores, estão Cássia Eller, Chico Cesar, Carlinhos Brown e Guinga. Este, parceiro de Aldir Blanc, é autor de CHÁ DE PANELA, ganhadora do Prêmio Sharp de melhor música de 1996.


Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:24
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