"EL NIÑO"
POSSÍVEIS ORIGENS DO
FENÔMENO
As
pesquisas desenvolvidas até o presente apontam quatro possíveis origens do fenômeno:
A tese dos oceanógrafos,
segundo a qual a origem do El Niño é interna ao próprio Oceano Pacífico. Para eles o
fenômeno seria resultante do acúmulo de águas quentes na porção oeste deste oceano
devido a uma intensificação prolongada dos ventos de leste nos meses que antecedem o El
Niño, o que faz com que o nível do mar se eleve ali em alguns centímetros. Com o
enfraquecimento dos alíseos de sudeste, a água desliza para leste bloqueando o caminho
das águas frias provenientes do sul.
A tese dos meteorologistas,
para quem a origem do fenômeno é externa ao Oceano Pacífico, pois o estudo da atmosfera
tropical mostra uma propagação em direção leste das anomalias de pressão em altitude.
Esta propagação estaria relacionada a uma acentuação das quedas térmicas sobre a
Ásia Central e à redução da intensidade da monção de verão na Índia. O resultado
consiste na formação de condições de baixas pressões mais expressivas sobre o Oceano
Indico. Os ventos alíseos do leste do Índico e do oeste do Pacífico se tornam-se,
assim, menos ativos e criam condições para a formação do El Niño.
A tese das Erupções
Vulcânicas sustenta a crença de que o fenômeno do El Niño é derivado de
erupções submarinas e/ou continentais. Coincidentemente, os eventos de aquecimento
oceânico ocorridos em 1982, 1985 e 1991 estiveram relacionados a erupções no México
(El Chichón), na Colômbia (El Nevado del Ruiz) e nas Filipinas (Pinatubo),
respectivamente. A influência das erupções vulcânicas continentais sobre o El Niño
estaria ligada sobretudo às cinzas vulcânicas injetadas na Troposfera, o que gera
alteração do balanço de radiação na superfície e perturba a circulação
atmosférica.
Estas teses, além de outras de menor difusão,
revelam o estágio de elevada especulação dos conhecimentos
relativos à origem do El Niño. Pode-se inclusive supor que o fenômeno seja produto
desse conjunto de fatores
interrelacionados.
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